La Loba
Updated: Jan 26, 2024

Mulheres Que Correm Com Os Lobos; Mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem de Clarissa Pinkola Estés traz à tona temáticas como a força selvagem da psique, intuição feminina, luta para reerguer pensamentos e sentimentos exuberantes e selvagens, busca por elementos de cura, frente à distúrbios e feridas. Isto é, a figura feminina encontra-se perdida num tédio paralisante ou frenesi mecânico e subordinada à cultura, intelecto e ego, não aos seus instintos e ciclos naturais. Portanto, desvincula-se dos ritmos interiores e de seu instrumento regulador, o coração. Neste caso, quando em desacordo com a força selvagem da psique depara-se com a fadiga, aridez, desconexão com o sagrado, depressão, fragilidade, impotência, insegurança, exaustão, ansiedade, medo das críticas, de experimentar o novo, do enfrentamento.
Ao tornar-se mentora e instrutora da vida interna e externa passa a desobedecer regras e romper paradigmas, títulos e rótulos. Para mais, anseia por um resquício de mulher selvagem, dando margem à vislumbramentos, percepções, clarividência da essência, virtudes, e não dos defeitos e fraquezas.
A encarnação da loba surge ao perambular em êxtase por bosques, cavernas, árvores, intitulado pela autora como fome de alma, voracidade. Por fim, recorre à sabedoria ancestral, oráculo interno, misticismo, revitalização, regeneração do espírito, resgate, aflorando os sentidos.
Como uma loba ao luar, que uiva, salta, persegue, territorializa, se expressa, manifesta. Alquimista de seu destino, fitando o mundo de acordo com a intuição. Ressurge para a sua matilha, independentemente dos dons e limitações do seu corpo, templo, ocupando o seu local de fala, retornando ao que pertence com orgulho e segurança.
Que possamos despertar para a nossa natureza selvática!
A.M


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