Ansiedade

Updated: Jan 26, 2024

O mar invade a cidade, os prédios, ondas gigantes durante a ressaca. Tento desancorar o barco em meio à escuridão, mas o risco eminente de naufrágio. O corpo vai e vem por entre as pedras, musgos, rebaixado pela âncora. Vento impetuoso, impede de estender as velas. Navego sob uma nuvem de angústias e incertezas, açoitada pela solidão voraz; Um barco sem tripulação, à deriva.
Enfim, uma gaivota anuncia o retorno da calmaria, enquanto espumas brancas encontram os meus pés. Repouso na brisa, à margem de tempestades e ventanias que afastam-se aos poucos, mas ainda limitam a travessia. Em águas rasas, me deparo com os reflexos de feridas, escoriações, transborda pelo rosto a última gota de lágrima, que morre nos cantos dos lábios.
A.M


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